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segunda-feira, 9 de julho de 2012

CULTURA GAÚCHA

         Com o objetivo de valorizar a cultura gaúcha, bem como oportunizar vivências, práticas e ações que destaquem aspectos das raízes culturais do tradicionalismo gaúcho, entre tantos outros. Estão sendo trabalhadas oficinas de exploração e produção de texto com base nos conhecimentos sobre o Rio Grande do Sul, orientados pelas funções discursivas na modalidade de Gênero Textual: Memórias Literárias.


De acordo ao que foi trabalhado até aqui, proponho aos alunos dos 6º e 7º anos (E. J. E.) que criem outros enunciados utilizando as expressões típicas do gaúcho, a exemplo do que será mostrado abaixo. Não se esqueçam de consultar o glossário gauchesco como referência nesta atividade.

Abaixo, alguns trechos dos Contos Gauchescos, livro publicado em 1912 e que, apesar do tempo passado, permanece atual, pois a linguagem pampeana não se modificou muito ao longo dos anos, devido ao relativo isolamento.

“Ah! Esqueci de dizer-lhe que andava comigo um cachorrinho brasino, um cusco mui esperto...”

Ø  Seguindo a regra do Espanhol, há “mui” e “muito”, utilizados nas mesmas condições do Espanhol. Contudo, essa é uma frase muito mais próxima do Português que a maioria das outras frases gaúchas, pois utiliza o verbo “esquecer” (mais usual “olvidar”) e o diminutivo “inho” (mais usual “ito”).

“Chinoca airosa, 
Lindaça como o sol, fresca 
como uma rosa”


Ø  Tanto as desinências “oca” e “aça” quanto o 
adjetivo “airosa” são advindos 
do Espanhol, e utilizados largamente.

 “Cuê-pucha!... é bicho mau, o homem. Conte 
vancê as maldades que nós fazemos (...), nunca 
me esqueço dum caso que vi e que me ficou cá na lembrança e ficará té eu morrer”

Ø  O “vancê”, embora não esteja de acordo com a regra gramatical, indica a utilização dos pronomes pessoal (tu) e de tratamento (você) em situações claramente definidas, ao contrário do Português Brasileiro e de acordo com o Português Europeu e o Espanhol Castelhano.
Quando diz “que me ficou”, utiliza o pronome “me” onde, seguramente seria utilizado por um hispânico, e não o seria por um luso-brasileiro.




“O outro, o ruivo (...), vinha todo de preto, com um gabão de pano piloto (...) e de botas russilhonas, sem esporas”. 

“Pela pinta devia ser mui maturrango.”

Ø  Ruivo, não corresponde ao “ruivo” do Português (cabelo avermelhado), mas ao “rubio” do Espanhol (loiro).
                                                                               

                                                   BOM TRABALHO!!!

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